quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A Ditadura do Orgasmo


Na década de 60, as mulheres lutaram por liberdade sexual, por ter direito ao prazer e por se emanciparem da repressão da família e da sociedade. Parece que deu certo, e deu certo até demais.

Hoje, tanto as mulheres quanto os homens, são quase intimados a apresentar um bom desempenho na cama e a ter uma vida sexual obrigatoriamente ativa. É a revolução sexual às avessas.Não ter vida sexual ativa, e bem ativa, passou a ser sinônimo de fracasso.

Depois de dizer adeus aos preconceitos, às proibições, à repressão sexual, a sociedade parece viver numa espécie de ditadura do sexo.Um exemplo disso é a obrigatoriedade do orgasmo, principalmente no caso das mulheres. Muitas fingem que chegaram ao ápice do prazer só para não correrem o risco de perder o parceiro, de serem consideradas mutiladas sexuais.

As pessoas vivem querendo ser uma espécie de atletas na cama como, se estivessem participando de uma disputa onde o mais feliz será aquele mais permissivo, libidinoso, descontraído e sexualizado.Quando a pessoa não consegue ter o desempenho esperado, tanto homens quanto mulheres, acabam se sentindo obrigatoriamente deprimidos, infelizes e frustrados. Essa baixa auto-estima se mostra mais contundente quanto mais a pessoa se queixa publicamente desses seus "defeitos".O problema talvez seja o modelo e parâmetro culturalmente estipulado para que a pessoa se sinta feliz, independentemente dos próprios princípios, gostos, crenças e valores.

Quem não obedece o modelo divulgado por certas "novelas" deve se sentir frustrado, retrógrado e infeliz.Depois de muito tempo de repreensão da sexualidade, as pessoas, principalmente as mulheres, decidiram virar a mesa e viver o sexo com mais liberdade. O problema é que partiram do proibido diretamente para o obrigatório e o que era para ter sido uma revolução sexual, virou ditadura.Na tentativa de se adaptar a tanta modernidade, surgem os conflitos pessoais. Muitas vezes, as pessoas adotam comportamentos que vão contra o que desejam e acreditam, ou seja, acabam fazendo o que devem (culturalmente) de forma emancipada daquilo que desejam de fato. Ou acabam desejando aquilo que não devem.

O exemplo disso é que antigamente as mulheres eram coagidas a permanecerem virgens até o casamento mas hoje, a adolescente que ainda não perdeu a virgindade é questionada pelas amigas e até ridicularizada.Mas nem todas as pessoas cedem a essa pressão cultural externa. Para aqueles que aderem à obrigatoriedade da vida sexual ativa e cheia de orgasmos, porque de fato é isso que querem, não há problemas.

Aqueles que não são, em suas intimidades, sexualmente ávidos mas têm determinadas características de personalidade que as levam a ter um comportamento excessivamente preocupado com o que se espera delas, ou excessivamente preocupado com o que vão pensar delas, a possibilidade de terem conflitos é maior, inclusive disfunções sexuais.As pessoas muito preocupadas em terem desempenho sexual de acordo com os padrões vigentes, na verdade, se acostumam a atender uma cobrança não apenas externa, da cultura, mas também interna, de sua própria ansiedade em satisfazer as expectativas dos demais.

Fonte: Veja ed. 1692- 21/03/2001

domingo, 26 de outubro de 2008

Piercing Lingual prejudica a saúde.

Historicamente, a prática do piercing (do inglês: perfuração) tem sido realizada por várias civilizações. Há relatos de uso entre os egípcios, romanos, maias, tendo conotações espirituais, sexuais, estéticas e de rituais de passagem. Na sociedade atual ele apresenta uma ligação com a adolescência e a vontade de ser diferente. A moda do piercing ganhou força com o movimento Hippie dos anos 60 e 70 e posteriormente com os Punks nos anos 80 e 90.
Vários locais do corpo, face e boca têm sido escolhidos em função da estética. Os piercings de língua e regiões periorais tornaram – se mais populares com o passar do tempo (CANTO et al. 2002). Atualmente, eles são motivo de preocupação e discussão pelos odontólogos, devido suas interferências prejudiciais na cavidade oral e complicações que podem ter origem infecciosa ou não.



Acessório pode provocar infecção, hipersalivação, inchaço, traumas em dentes e até câncer bucal


BRASÍLIA - Povos ancestrais como os maias utilizavam o piercing oral em ritos de passagem. Os jovens da era moderna não necessitam mais provar que são bons caçadores, mas ainda utilizam a jóia na bochecha, lábios e principalmente na língua como acessório da moda ou para reafirmar a identificação com sua “tribo”. Porém, o que muitos usuários não sabem é que o adereço pode trazer sérios riscos à saúde, como o câncer bucal.
Em primeiro lugar, nem sempre os estabelecimentos que colocam as peças seguem as normas de vigilância sanitária e de esterilização. A falta de cuidados com a biossegurança favorece a transmissão cruzada de hepatite e de Aids. O alerta é da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).
A dor e o edema na língua são as primeiras complicações que surgem com a punção. Quando a perfuração atinge regiões vascularizadas ou nervosas, o órgão pode apresentar sangramento prolongado ou parestesia (sensações subjetivas vivenciadas mesmo sem estimulação, como frio, calor, formigamento). E se a língua inchar demais pode até fechar a passagem do ar e dificultar a respiração.
“E como somente profissionais de saúde estão habilitados a prescrever antibióticos na fase pós-operatória, o usuário pode desenvolver uma infecção por falta de precauções”, alerta o presidente nacional da ABO, Norberto Francisco Lubiana.
Os riscos não cessam após a colocação da peça. Mesmo que o usuário não apresente quadro infeccioso no início, o hábito de brincar com a jóia ou a simples mastigação pode causar danos aos tecidos vizinhos. A literatura científica reporta casos de fratura dental, trauma na mucosa, gengiva e palato, retração gengival – que deixa o dente mais vulnerável à cárie e à periodontite - e cicatrização exagerada (quelóide) na língua em usuários de piercing. Outros problemas são interferência na mastigação, deglutição e fonação, hipersalivação, dificuldades na fala, além de aspiração da jóia, incorporação da jóia no local da perfuração, obstrução de imagens radiográficas e hipersensibilidade ao metal. Piercings colocados em outras regiões da cavidade oral também podem causar danos irreversíveis aos pacientes.
Lubiana lembra que o trauma contínuo e de baixa intensidade provocado por um objeto estranho ao corpo como o piercing, potencializado pelo consumo de álcool, fumo ou propensão genética, pode levar ao câncer.
O presidente da entidade aconselha aos usuários do acessório a procurar um cirurgião-dentista de sua confiança para acompanhamento e identificação de eventuais danos à saúde bucal.




Não é dificil entender, nem mesmo questionar, que o uso de piercing fere ao princípio de cuidados com corpo requerido pelas orientações bíblicas. Mesmo que alguns queiram minimizar os desdobramentos de seu uso, fica claro para nós que muitas são as evidências, como no artigo acima, que confirmam a Palavra. É simples... a questão é se estou disposto a aceitar...

domingo, 5 de outubro de 2008

As Pistas da Mentira


Não é de hoje que a Mentira tem trazido tantas complicações a vida humana: corrói relacionamentos, cria riscos, etc... Sabemos que o Inimigo é o pai da Mentira, mas será que é possivel ser sempre verdadeiro... Será a mentira sempre um mal em si mesmo... Há aqueles que pensam diferente, inclusive cristãos... Até a ciencia se interessa por este assunto, como no artigo a seguir, parece que não dá pra esconder a mentira... Quem sabe por ser nossa origem de Alguém verdadeiro, não nos é natural tal atitude.


A mentira é uma característica tão central na vida, que um melhor conhecimento desta será relevante para a compreensão de quase todos os comportamentos humanos (Ekman, 1985).


Pode-se imaginar algumas situações em que se faz necessário identificar a mentira, situações onde esta pode ter uma implicação grave, muito diferente da mentira social:

1) Um psicólogo, ao entrevistar um detento, a fim de elaborar uma avaliação de soltura, deverá ter conhecimentos para detectar a mentira, pois será um dos responsáveis pelo ajustamento deste à sociedade;

2) Um juiz, ao dar o veredicto final de um processo, deve estar atento aos sinais indicadores de mentira a fim de proceder com justiça;

3) Um empresário poderá evitar problemas futuros se estiver habilitado para reconhecer tais sinais, ao estabelecer uma negociação.


Comportamentos não-verbais podem indicar contradições entre aquilo que o paciente diz e o que se manifesta em seu comportamento, sendo que o terapeuta pode utilizar tais dados em seu trabalho terapêutico, assinalando, por exemplo, as contradições entre o que o paciente mostra com seu corpo e aquilo que diz.
Pode-se definir mentira como o ato de enganar alguém, deliberadamente, sem antes notificá-lo de tal intenção. Assim, de acordo com esta definição, quando se joga pôquer, ao omitir informações sobre seu jogo, você não estará mentindo, pois espera-se que um bom jogador blefe durante a partida. Da mesma maneira que o jogador de pôquer, um ator não espera que seu público acredite que os sentimentos que ele expressa sejam reais. Por outro lado, existe o auto-engano, situação na qual aquele que falseia informação acredita naquilo que diz, logo, não está mentindo (Ekman, 1997).
Segundo Ekman (1985) existem várias formas de mentira: omitir informação verdadeira, falsificar ou apresentar informação falsa como sendo verdadeira, admitir uma emoção dando uma origem falsa para sua causa, contar a verdade falseando-a ou admitir a verdade de maneira tão exagerada que pareça mentira, falar apenas parte da verdade, ou dizer a verdade de forma a parecer o oposto do que é dito.
A seguir abordamos as pistas não-verbais que indicam quando alguém está mentindo.
Sinais da Mentira
Mentimos com mais facilidade com as palavras do que com nossas gesticulações ou posturas corporais. É verdade que as pessoas podem exibir um rosto simpático, construir um sorriso falso e fingir que estão com raiva. Elas podem, ainda, ser falsas nas suas ações, bem como com as palavras, mas apenas quando sabem mais ou menos o que fazer.
Embora, o “bom mentiroso” emita um menor número de sinais com o corpo e com a face, conseguindo suprimir a maior parte dos movimentos de contorção do corpo, restam quase sempre alguns pequenos movimentos corporais (Morris, 1996; Morris, 1978) e faciais (Ekman, 1985) difíceis de se eliminar. Esses movimentos podem limitar-se a micro expressões faciais e a ligeiras alterações de peso ou pressão, sendo que esses indícios podem ser detectados caso o ouvinte esteja alerta para eles.


Gestos
As pistas que mais facilmente podem ser suprimidas quando mentimos são os gestos. Existem alguns tipos de gestos que merecem atenção:


1) Emblemas são sinais gestuais que, dentro de uma cultura, possuem um significado preciso, sendo usados em lugar de uma palavra ou quando não se pode falar. Os emblemas aparecem cortados e/ou incompletos quando a pessoa mente, surgindo, geralmente, fora da região de apresentação (entre pescoço e quadris). Como exemplos de emblemas, na cultura ocidental, temos o levantar os ombros em sinal de interrogação ou incerteza e o balançar a cabeça em sinal de “sim” ou “não”. Pessoas mentindo levantam sutilmente um dos ombros antes de responder a algumas perguntas, promovendo, desta forma, um sinal de mentira (Ekman,1985). Em resumo, pode-se dizer que os sinais emblemáticos aparecem, deixando escapar informações ocultas, fora da região de apresentação, quando mentimos.
2) Ilustradores são gestos diretamente ligados à fala. Os ilustradores servem apenas para enfatizar ou ilustrar o discurso.Os estudos sobre mentira indicam que há uma tendência das pessoas usarem menos ilustradores quando falseiam uma informação. Na mentira, os ilustradores aparecem fora de sincronia com o discurso. Por exemplo, ao enumerarmos tópicos ilustrando com os dedos (um, dois, três, quatro, etc) estes aparecem atrasados em relação à contagem verbal.
3) Manipuladores ou Adaptadores: Os manipuladores ou adaptadores são gestos que não estão diretamente relacionados à fala. Caracterizam-se como movimentos de auto-manipulação, como coçar o nariz, passar a mão no cabelo, esfregar o queixo, etc. A freqüência de manipuladores aumenta quando a pessoa está tensa e ansiosa (não necessariamente quando está mentindo). Entretanto, como muitas pessoas sentem-se tensas e ansiosas quando estão mentindo, estes gestos podem aparecer nestas ocasiões, em função de um maior “desconforto psicológico”.
Paralinguagem
De acordo com Rector e Trinta (1990), a paralinguagem remete a uma série de ocorrências na linguagem, mas que não fazem parte da Língua. Assim temos: a) Variações de altura e intensidade da voz, não previstas no sistema de entonação; b) as pausas; c) sons que não fazem parte da Língua, como os risos e suspiros; d) outras qualidades da linguagem articulada, como a ressonância.


Embora tenhamos um grande controle sobre o conteúdo de nossa fala, a paralinguagem pode muitas vezes nos trair, fornecendo pistas de que estamos mentindo. Destacamos a seguir alguns sinais paralinguísticos da mentira:


1) Fala: torna-se mais alta e menos fluente na simulação. Hesitar no início da fala, particularmente se a hesitação ocorrer quando alguém estiver respondendo a uma pergunta, pode ser um sinal de mentira (Ekman, 1985).

2) Pausas: podem ser mais longas e/ou mais freqüentes quando as pessoas mentem. É como se fosse necessário parar para pensar antes de responder uma pergunta.

3) Tom de Voz: de acordo com a literatura, quanto mais nervosa está uma pessoa mais aguda fica sua voz. Como as pessoas, em geral, ficam nervosas quando mentem, uma voz mais aguda pode ser indicador de mentira.

Por outro lado uma pessoa pode estar nervosa por razões outras que não seja o medo de ser pego mentindo.


Face


As pessoas possuem maior dificuldade de mentir com a face do que com as palavras. Quando falamos, podemos nos monitorar com a audição. O mesmo não acontece com as expressões faciais autênticas, que, além de não possuírem um sistema de feedback sensorial, são involuntárias e possuem um tempo de duração relativamente curto.

Inibir uma expressão facial espontânea pode ser muito difícil, e nem sempre estamos atentos o suficiente para antecipar sua ocorrência e controlá-la a tempo de escondê-la com outra expressão.

Por outro lado, pode-se dizer que demonstrar na face uma emoção que não é sentida nem sempre é possível, porque as vias neurais subjacentes às expressões espontâneas e às expressões posadas são diferentes, e os músculos faciais respondem de maneira diferente a estímulos provenientes de cada uma.

Estas são algumas pistas faciais indicadoras de que a pessoa está mentindo sobre suas verdadeiras emoções:
1) Expressões quebradas aparecem quando o sujeito percebe que uma expressão vai aparecer e tenta controlá-la, conseguindo-o apenas em parte. O resultado é que apenas alguns sinais da expressão total aparecem. Comumente, o sorriso ou uma expressão falsa é criada para encobrir a expressão original.

2) Timing. Expressões verdadeiras são demonstradas rapidamente na face. Se a expressão não é verdadeira, esta tende a permanecer na face por mais tempo que o usual.

3) Expressões Assimétricas: existem evidências de que as expressões voluntárias (não espontâneas) são assimétricas, enquanto que as involuntárias (espontâneas) não o são.

4) Localização: Se a expressão de uma emoção aparece depois das palavras relativas a esta, provavelmente ela é falsa. Normalmente, a expressão de uma emoção genuína aparece junto com as palavras e até alguns segundos antes.


Conclusão


Nesta breve exposição enumeramos apenas algumas pistas não-verbais da mentira. Esse conhecimento representa um instrumento importante para o reconhecimento desta. Com isso não queremos sugerir que a mentira possa ser desvendada por uma “receita de bolo”. O estudo sério e científico requer sua contextualização no âmbito total do comportamento. Os indícios aqui resumidos são apenas uma amostra do que a psicologia experimental vem pesquisando no campo da percepção da mentira.


por MonicaPortella & Maurício Canton Bastos (extraido)

domingo, 7 de setembro de 2008

SERÁ QUE A FAMÍLIA RESISTIRÁ A TANTA INOVAÇÃO?

Nas últimas semanas o Programa Fantástico, da Rede Globo, levou ao ar um quadro falando de novos modelos da família moderna. Segundo a reportagem constata-se cada dia que os casais estão se afastando do modelo tradicional e bíblico de união conjugal. De certa forma o que ocorre em nossa sociedade acaba refletindo também na igreja de Deus. O que será que podemos aprender, questionar e confirmar com essa reportagem, que reproduzimos a seguir?

Depois do divórcio, a união estável. E, com a união estável, quem se importa como casamento de papel passado? Falando sobre as mudanças que a família brasileira sofreu nos últimos anos, o Fantástico mostrou que, hoje, o casal moderno conta com a ajuda da tecnologia para manter a relação. Apesar de ainda ser forte a vontade de fazer um casamento durar a vida inteira, hoje, de cada quatro casamentos, um acaba em separação no Brasil.

A família convencional ainda é a maioria. Mas, cada vez mais, surgem novos modelos de família. Uma entrevistada, Nancy Mattos disse: Não, não é que era ruim. Mas a gente sempre chegava à conclusão que quando cada um está na sua casa, o nosso relacionamento fica muito mais leve e mais gostoso. Há quinze anos eles vivem assim: aliança na mão esquerda, rotina de casados, mas em casas separadas.

A repórter Renata Ceribelli perguntou: Por que os filhos separaram as casas de vocês? O marido Francisco Barroso: Porque se você começa muito a entrar no atrito dos ‘meus filhos, dos seus filhos’, ‘Ah, são meus filhos, são seus filhos!’, você acaba prejudicando a relação com ela. E para nunca prejudicar a relação com ela, o que era melhor? O melhor era separar as casas. E namorar. Um dos filhos deixou claro que não queria este tipo de relação para ele.

“Hoje, no Brasil, o casamento e a união estável têm os mesmos direitos. O mesmo patamar, as mesmas garantias. Namorico, de sair uma vez por semana, uma vez ou outra, ficar um dia ou outro, isso não é casamento”, explica o advogado Paulo Lins e Silva. Agora, se a escova de dente já estiver na casa do parceiro... A Constituição de 1988 traz, no artigo 226, a regulamentação do casamento e da união estável. Eles têm os mesmos direitos e garantias. Por isso, morou junto, casou. Apesar de o casamento no civil e união estável terem o mesmo valor perante a lei, na hora de fazer a escolha, o assunto ainda gera muita polêmica dentro das famílias.

Um outro pensamento predominante e de não casar se não morar junto antes, para conhecer como é, como vai ser o hábito. Mesmo que algumas pessoas da família não vêem isso de uma forma positiva. Os mais antigos foram enfáticos: Eu acho errado, deve casar. Porque um dia tem filho e o filho vai falar: ‘Mas minha mãe não é casada!’. Hoje em dia tem casamento para todo gosto: casamento no papel, sem papel, morando junto, em casas separadas. Tem até marido e mulher morando em cidades diferentes, mas se vendo todos os dias: graças à tecnologia.

Homens e mulheres estão cada vez mais independentes. Será que um não precisa mais do outro para formar uma família?

Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL727130-15605,00.html

domingo, 10 de agosto de 2008

PEDOFILIA - a violência como doença.

Agosto é o mês que ocorre uma campanha maior de conscientização sobre os abusos contra crianças, por isso resolvemos neste artigo endossar esta campanha.
Existem algumas categorias distintas de abuso sexual. Neste artigo nos deteremos a comentar alguns aspectos da Pedofilia
Em todas elas, existe necessidade de tratamento tanto dos abusadores, quanto das vítimas. Não é raro ocorrer que a vítima torne-se um abusador no futuro.
Sinônimo = abuso de menores, incesto, molestação de menores.

A Pedofilia é um transtorno parafílico, onde a pessoa apresenta fantasia e excitação sexual intensa com crianças pré-púberes, efetivando na prática tais urgências, com sentimentos de angústia e sofrimento. O abusador tem no mínimo 16 anos de idade e é pelo menos 5 anos mais velho que a vítima.

O abuso ocorre em todas as classes sociais, raças e níveis educacionais.

A grande maioria de abusadores é de homens, mas suspeita-se que os casos de mães abusadoras sejam sub-diagnosticados. Existem 4 faixas etárias de abusadores:
jovens até 18 anos de idade, que aprendem sexo com suas vítimas
adultos de 35 a 45 anos de idade que molestam seus filhos ou os de seus amigos ou vizinhos
pessoas com mais de 55 anos de idade que sofreram algum estresse ou alguma perda por morte ou separação, ou mesmo com alguma doença que afete o Sistema Nervoso Central
e aqueles que não importa a idade, ou seja, aqueles que sempre foram abusadores por toda uma vida

O sexo praticado com crianças geralmente é oro-genital, sendo menos freqüente o contato gênito-genital ou gênito-anal.

As causas do abuso são variáveis. O molestador geralmente justifica seus atos, racionalizando que está ofertando oportunidades à criança de desenvolver-se no sexo, ser especial e saudável, inclusive praticando sexo com a permissão desta. Pode envolver-se afetivamente e não ter qualquer noção de limites entre papéis ou de diferenças de idade.

Quando ocorre dentro do seio familiar (o abusador é o pai ou padrasto, por exemplo), o processo é bastante complicado. Normalmente interna-se a criança para sua proteção, e toda uma equipe trabalha com o clareamento da situação. Por vezes, a criança é também espancada e deve ser tratada fisicamente. A família se divide entre os que acusam o abusador e os que acusam a vítima, culpando esta última pela participação e provocação do abuso. O tratamento, então, é inicialmente direcionado para a intervenção em crise.

Depois, tanto a criança, quanto o abusador e a família devem ser tratados a longo prazo.
Devido ao fato de abuso de menores ser um crime, o tratamento do abusador torna-se mais difícil.

As conseqüências emocionais para a criança são bastante graves, tornando-as inseguras, culpadas, deprimidas, com problemas sexuais e problemas nos relacionamentos íntimos na vida adulta.

Conseqüências do Abuso Sexual

Crianças e adolescentes vítimas do abuso sexual podem ter uma visão muito diferente do mundo, ao contrário daquelas que cresceram em um ambiente familiar, amoroso e protetor.
Meninos e meninas vítimas, sentem-se traídos e têm dificuldade em confiar nas pessoas ao seu redor. Com isso podem ter graves problemas de relacionamento social e sexual quando adulto
Muitas mulheres que sofreram abuso na infância e/ou adolescência têm vida normal, se casam, tem filhos, são ótimas mães, esposas, profissionais competentes e esforçadas.
Mas um grande número apresenta seqüelas por muitos anos.

Sintomas mais freqüentes (ninguém apresenta todos eles):

· Tendência a abuso de tranqüilizantes.
· Tendência a abuso de álcool.
· Dificuldade de manter o peso na faixa desejada.
· Dificuldade de estabelecer relações afetivas duradouras.
· Certa atração pela dor e sofrimento, inclusive sexuais.
· Fases Depressivas muito fortes e de início agudo. Essas fases depressivas tem características diferentes de outras depressões: são muito difíceis de tratar, as pacientes toleram doses muito altas de Antidepressivos e Tranqüilizantes, sem sentir efeitos colaterais e na muitas vezes também sem sentir efeitos terapêuticos. Essas Depressões aparecem de modo fulminante, de um dia para o outro. Podem durar muito tempo e também podem desaparecer rapidamente. Quase sempre o Médico tem a impressão que os medicamentos não contribuíram muito para o final da fase depressiva.
· Tentativas de suicídio impulsivas, sem planejamento.
· Auto agressão: as pacientes se cortam, se queimam, se batem. Muitas vezes referem que se machucaram para satisfazer uma necessidade irresistível de sentir dor. Ou porque a dor no corpo "é melhor que a dor na alma".
· Ataques de Pânico e pesadelos muito vívidos.

Tratamento:

O tratamento é longo, difícil e sujeito a altos e baixos. Recaídas são sempre esperadas.
A medicação é sintomática, de acordo com os sintomas que se apresentam no momento.
Psicoterapia pode ajudar e deve ser feita com um ou uma Terapeuta que transmita à paciente uma imagem segura, receptiva e confiável.

Importante: nem sempre as lembranças traumáticas das pacientes são reais. Muitas vezes podem ser imaginárias, imaginadas e sugestionadas por charlatães, filmes e livros. Portanto, muito cuidado antes de endossar acusações feitas pelas pacientes contra pai, irmãos, parentes e ou outras pessoas. A fim de organizar as situações conflituosas as vítimas podem se valer de alterações de conteúdo e contexto, necessitando o profissional estar atendo a como prestar a ajuda devida.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

COMPORTAMENTO RELIGIOSO E OS MECANISMOS DE DEFESA DO EGO


Os mecanismos de defesa do Ego são processos subconscientes desenvolvidos pela personalidade, os quais possibilitam a mente desenvolver uma solução para conflitos, ansiedades, hostilidades, impulsos agressivos, ressentimentos e frustrações não solucionados ao nível da consciência. Técnica psicológica para desenvolver a personalidade, sua finalidade é tentar defender-se, estabelecer compromissos entre impulsos conflitantes e aliviar tensões internas selecionadas inconscientemente e operando automaticamente.


Simplificando, quando nos envolvemos em situações reconhecidas como “risco” a nossa integridade pessoal (a nível psicológico) reagimos com estratégias pessoais criadas a partir de recursos de nossa mente. É interessante nota que as pessoas não têm idéia que utilizam esses recursos. As experiências infantis de certa forma explicam este tipo de reações, que na fase adulta podem prejudicar a vida sócio-afetiva dessas pessoas.



No que diz respeito ao ambiente de igreja, muitas vezes a capa de religiosidade pode encobrir fortes conflitos internos na vida de um crente dedicado. Ela abre portas para confirmar e validar alguns comportamento defensivos. O ambiente eclesiástico (como outros) pode propiciar os contextos devidos para o encobrimento dos conflitos internos: poder, liderança, discipulado, exibição, contenção, resignação, fervor, auto-sacrifício, zelo religioso, etc... O fato de transferirmos unicamente para Deus a solução de nossos problemas e encontrar tb nEle a maneira de remediar todos os erros pode manter a pessoa em dilemas, que se fossem atendidos em circunstancias profissionais adequadas seriam mais eficazmente resolvidos. Inclusive proporcionando ao indivíduo princípios e vivências de adoração mais saudáveis.


REPRESSÃO - É um dos mais comuns mecanismos de defesa do ego consiste em afastar uma determinada coisa do consciente, mantendo-a à distância (no inconsciente). manipular o conflito, impulsos em competição, tendências a atos que constitui uma ameaça à imagem que fazemos de nós mesmos afastar ou recalcar da consciência um afeto, uma idéia ou apelo do instinto. Ex: um acontecimento que por algum motivo envergonha uma pessoa pode ser completamente esquecido e se tornar não evocável. Comum em pessoas que foram educadas de maneira repressora, onde principalmente o pecado era sempre apontado como causa.


PROJEÇÃO - É uma forma de deslocamento que dirige-se para fora, e atribui a outras pessoas seus traços de caráter, atitudes, motivos e desejos contra os quais existem objeções e que se quer negar.Ex: A, incapaz de tolerar a angústia despertada pelo seu ódio de B, inconscientemente muda a sua atitude “eu odeio B” para “B me odeia”. As perseguições religiosas a pessoas ou grupos específicos pode estar vinculadas a este mecanismo.


INTROJEÇÃO - Intimamente relacionada com a identificação, visa resolver alguma dificuldade emocional do indivíduo, ao tomar para a própria personalidade certas características de outras pessoas. Ex: a criança desenvolve boas e más auto-representações baseado em como seus pais percebem e respondem a elas. Lideres carismáticos podem se tornar figuras-gurus de seus membros.

REGRESSÃO - É o retorno a atitudes passadas que provaram ser seguras e gratificantes, e às quais a pessoa busca voltar para fugir de um presente angustiante. Devaneios e memórias que se tornam recorrentes, repetitivas. Ex:Uma abordagem infantil e imatura do mundo que pode ter permanecido latente por muitos anos, pode ser despertada por uma experiência ou situação frustrante numa fase posterior da vida. Pessoas que nunca crescem, “preferem leite que o alimento sólido.”


FIXAÇÃO - Detenção de um forma incompleta na evolução da personalidade pela persistência resultante de certos elementos incompletamente amadurecido. Assim a personalidade apresenta uma carência de integração harmoniosa. Sua organização emocional encontra-se em permanente estágio imaturo e há um intervalo entre o estado biológico e a independência emocional. Cessação do processo de desenvolvimento da personalidade em um estágio anterior à completa e uniforme independência amadurecida. Ex: A criança pode continuar a falar como um bebê e a conservar sua dependência com a mãe do período em que estas características deveriam ter sido superadas. No caso de mais velhos a completa dependência de outro adulto, ou ainda comportamento adolescentes irresponsáveis, já na fase adulta.


FORMAÇÃO REATIVA (SUPERCOMPENSAÇÃO) -Traço de caráter que representa o exato oposto do que seria naturalmente esperado pela expressão de tendências libertadas, um traço desenvolvido para manter a repressão destes impulsos e para negar e mascara tendências da personalidade que existiram de uma forma oculta. Ex:Traço de caráter perfeccionista e descompromissados constituem frequentemente formações reativas contra tendências, desejos e impulsos proibidos. Pessoas “carolas” demais, muito dedicadas aos serviços religiosos, zelosos...


COMPENSAÇÃO - A personalidade em suas inadequações e imperfeições apresenta um mecanismos de compensações a fim de tentar assegurar o reconhecimento de que necessita. Ex:Em pessoas cujas reações em relação a realidade em geral e aos estímulos sociais em particular são bem integradas, a existência de uma inferioridade física pode provocar atividades construtivas que resultam em qualidades de notável utilidade social. Buscar ser admirado por dotes especiais, quando a vida pessoal é um verdadeiro fracasso.


RACIONALIZAÇÃO - Um dos mais comuns mecanismos planejados para manter o respeito próprio e evitar o sentimento de culpa. Constitui um mecanismo que visa a um propósito útil até o ponto que conduz à auto proteção e ao conforto psíquico. Ex: Quando preferimos acreditar que nosso comportamento é o resultado de deliberação raciocinada, julgamento desprovido de prevenções; consciência de todos os motivos que o determinam. A negação da raiva muitas vezes se dá pelo “perdão” gratuito e pelo sentimento de “pena”.


NEGAÇÃO - Provavelmente é o mecanismo de defesa mais simples e direto, pois alguém simplesmente recusa a aceitar a existência de uma situação penosa demais para ser tolerada. Ex: Não reconhecer os erros de um namorado, quando todos aconselham e mostram, com provas, o contrário.


SUBLIMAÇÃO - É o mecanismo pelo qual a energia inerente a impulsos primitivos ou inaceitáveis, é transformada e dirigida a objetivos socialmente úteis.
Ex. É comum entre os artistas e pessoas criativas.

O certo é que cada um de nós reage com base em alguns mecanismos de defesa, o problema maior é quando eles nos conduzem a um estilo de vida socialmente desequilibrado, impondo a quem esteja ao redor sofrimentos indevidos. Pior ainda quando isso ocorre num ambiente religioso.

domingo, 8 de junho de 2008

A Metrossexualidade ameaça o Homem cristão...

Muito propalado na atualidade, a figura do homem da pós-modernidade assume contornos bem diferentes de três décadas atrás e põe também em cheque a figura do “varão” de nossas igrejas.
Alguns assumem estilos mais “avançados” outros insistem na “tradição machista”. A questão é até onde este novo modelo pode interferir no padrão ideal de comportamento sócio-sexual do homem cristão...
Abaixo você lê um artigo melhor descreve a figura deste “novo homem”, e nos dá oportunidade de analisar se este padrão representa avança ou ameaça aos padrões masculinos cristãos.
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Atualmente muitos homens vêem se libertando de tabus que foram impostos e se mantiveram intocáveis até meados dos anos 60, passou a conquistar espaços e a adquirir maturidade para interpretar a masculinidade, adquiriu também a tranqüilidade para utilização de produtos de beleza e procedimentos clínicos que o possibilitam a melhorar sua aparência e postergar o envelhecimento.
A imprensa Norte Americana define os traços desse novo homem como sendo: um Homem , heterossexual, moderno e urbano, tão vaidoso quanto as mulheres. e segundo ela.

Segundo os especialistas, é aquele homem que gosta de se cuidar. Faz limpeza de pele, faz as sobrancelhas, faz as unhas, depila o peito e tem outros cuidados com o corpo outrora só permitidos para mulheres.

O termo "metrossexual", e uma designação fashion-mercadológica para o homem das grandes cidades.
Com o aumento na utilização de cosméticos e procedimentos cirúrgicos, o setor de beleza masculina movimenta hoje cerca de R$ 800 milhões de reais por ano. A afirmação de que homens não fazem compras não passa de um mito. Em época de crise econômica, nada como criar um rótulo, um clichê que possa impulsionar produtos considerados supérfluos. Editoras de jornais e revistas, agências de publicidades, agências de viagens, indústrias da moda e cosmética, estão investindo muitos dolares em marketing especificamente para o mundo masculino.
Há vários anos essas empresas vem se utilizando da publicidade para convencer e converter clientes a serem homens modernos, induzindo-os ao cuidado com sua aparência, com seus hábitos e comportamentos, e o faz, em nome de um “novo homem” , um homem que ganha dinheiro e gasta muito dinheiro consigo mesmo, um homem que acredita que não deve passar desapercebido e que não deve sentir-se ameaçado quanto a sua identidade sexual. É a representação do “novo homem”.
Dados estatísticos mostram a trajetória desse novo homem:
82% acham importante ter a pele bem cuidada
80% gastam mais de cinco minutos diários com a aparência
78% acham importante ter o corpo esbelto
72% se pesam regularmente
68% acham certo fazer cirurgia plástica somente por estética
25% já fizeram dieta
5% já fizeram cirurgia plástica
Uma pesquisa norte americana, que ouviu 519 britânicos e o mesmo número de norte-americanos, concluiu que: 49% dos homens acham perfeitamente normal um homem fazer limpeza de pele e manicure e 39% dos entrevistados aprovam a cirurgia estética masculina.
No Brasil, o número de cirurgias plásticas realizadas em homens subiu de 10% do total para 30% em cinco anos.
Gratch (2003) afirma que: “O que se define agora como metrossexualismo é o resultado da exploração corajosa que alguns homens fazem de seu lado feminino sem serem gays e sem medo de serem confundidos com Gays.”
Como é de se esperar, qualquer ressignificação de conceitos e comportamentos quase sempre acaba tendo um ar de “rótulo”. Porém no caso da metrossexualidade pode esconder algo mais complexo e onipresente, como o desenvolvimento de uma sensibilidade, que até então estava adormecida.
Por: Marcos Antonio Lopez Renna