segunda-feira, 31 de outubro de 2011

AVERSÃO SEXUAL

AVERSÃO SEXUAL
Aversão persistente ao sexo; asco e repugnância extrema diante das relações sexuais. Este é um problema que pode afetar tanto homens quanto mulheres. A aversão ao contato sexual pode chegar a se constituir numa fobia, quer dizer, um medo irracional que leva a pessoa a evitar ou a fugir de qualquer situação erótica para não cair em um estado de ansiedade que pode ser acompanhada por tremor, suor intenso, palpitações, falta de ar ou até mesmo em um estado psicológico próprio de uma pessoa aterrorizada, durante o qual é evidentemente impossível o prazer ainda que, em algumas situações, se consiga vencer o estado de pânico inicial, e se comportar com certa naturalidade durante a relação sexual.

As causas podem ser de diversos tipos, entre eles: episódios anteriores de violência sexual e/ou experiências sexuais traumáticas; situações de conflitos conjugais graves; (por exemplo: quando existe uma terceira pessoa) uma educação restritiva e/ou que transmite idéias errôneas ou sobrevalorizadas a respeito da sexualidade (ex: dor, imoralidade, perigo de ficar doente etc.). Em alguns casos se torna difícil identificar de forma clara qualquer dessas causas citadas acima, e a manifestação desta aversão podem até criar uma grande confusão no (a) companheiro (a), que pode não compreender a situação sentindo-se rechaçado, chegando, em ocasiões, a pedir a separação. Da mesma forma que em todas as disfunções sexuais, ambos os membros do casal se vêm afetados, porém o distúrbio sexual que resulta é mais difícil de compreender e compromete seriamente a relação do casal. (Lilian Aldeia)


Características Diagnósticas
A característica essencial do Transtorno de Aversão Sexual é a aversão e esquiva ativa do contato sexual genital com um parceiro sexual (Critério A). A perturbação deve causar acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal (Critério B). A disfunção não é melhor explicada por outro transtorno do Eixo I (exceto outra Disfunção Sexual) (Critério C).

O indivíduo relata ansiedade, medo ou repulsa ao se defrontar com uma oportunidade sexual com um parceiro. A aversão ao contato genital pode concentrar-se em um determinado aspecto da experiência sexual (por ex., secreções genitais, penetração vaginal).

Alguns indivíduos experimentam repulsa generalizada a quaisquer estímulos sexuais, inclusive beijos e toques. A intensidade da reação do indivíduo quando exposto aos estímulos aversivos pode variar desde uma ansiedade moderada e falta de prazer, até um extremo sofrimento psicológico.

Subtipos
Os subtipos são oferecidos para indicar início (Ao Longo da Vida versus Adquirido), contexto (Generalizado versus Situacional) e fatores etiológicos (Devido a Fatores Psicológicos, Devido a Fatores Combinados), para o Transtorno de Aversão Sexual

Características e Transtornos Associados
Ao se defrontarem com uma situação sexual, alguns indivíduos com Transtorno de Aversão Sexual severo podem experimentar Ataques de Pânico, com extrema ansiedade, sensações de terror, desmaio, náusea, palpitações, tonturas e dificuldades respiratórias. Pode haver um acentuado prejuízo nas relações interpessoais (por ex., insatisfação conjugal).

Os indivíduos podem evitar situações sexuais ou parceiros sexuais em potencial mediante estratégias veladas (por ex., dormir cedo, viajar, negligenciar a aparência pessoal, usar substâncias ou envolver-se com atividades de trabalho, sociais ou familiares).

Diagnóstico Diferencial
O Transtorno de Aversão Sexual também pode ocorrer junto com outras Disfunções Sexuais (por ex., Dispareunia). Neste caso, devem ser anotadas ambas as condições. Um diagnóstico adicional de Transtorno de Aversão Sexual geralmente não é feito se a aversão sexual é melhor explicada por outro transtorno do Eixo I (por ex., Transtorno Depressivo Maior, Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno de Estresse Pós-Traumático).

O diagnóstico adicional pode ser feito quando a aversão precede o transtorno do Eixo I ou é um foco de atenção clínica independente. Embora a aversão sexual possa satisfazer, tecnicamente, os critérios para Fobia Específica, este diagnóstico adicional não é dado. Uma aversão sexual ocasional que não é persistente ou recorrente ou não se acompanha de acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal não é considerada um Transtorno de Aversão Sexual.

Critérios Diagnósticos para F52.10 - 302.79 Transtorno de Aversão Sexual
A. Extrema aversão ou esquiva persistente ou recorrente de todo (ou quase todo) contato sexual genital com um parceiro sexual.
B. A perturbação causa acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal.
C. A disfunção sexual não é melhor explicada por outro transtorno do Eixo I (exceto outra Disfunção Sexual).
Especificar tipo:
1. Tipo Ao Longo da Vida
2. Tipo Adquirido
Especificar tipo:
3. Tipo Generalizado
4. Tipo Situacional
Especificar:
Devido a Fatores Psicológicos
Devido a Fatores Combinados

A pessoa que sofre este tipo de transtorno além da ajuda médica especializada, necessariamente deverá tratar-se com psicólogo para que as barreiras emocionais e psíquicas sejam resolvidas.

10 comentários:

Glauce disse...

Gostaria de saber seu telefone de contato consultório, grupo,aqui no Rio de Janeiro??
Glauce
email: glaucegoliveira@hotmail.com

Anônimo disse...

Por favor, envie o seu telefone e endereço do consutório para o e-mail zipora_c@yahoo.com

Lohana disse...

Olá, gostaria de saber seu telefone de contato ou email para consulta. Sou aluna de psicologia e também adventista.
Lohana F. Bernardes

Ruy Pesavento disse...

Acho q isto nao necessita de cura pois a pessoa se sente bem nao tendo relacao sexual. Cada um vive como gosta, desde q nao cause nenhum prejuizo para a sociedade. Ë minha opiniao.

Ruy Pesavento disse...

Acho q isto nao necessita de cura pois a pessoa se sente bem nao tendo relacao sexual. Cada um vive como gosta, desde q nao cause nenhum prejuizo para a sociedade. Ë minha opiniao.

Anônimo disse...

Talvez a pessoa rejeite tbm o sexo por questões emocionais: a forma como é tratada, a forma como é estimulada,etc.

Anônimo disse...

Fiquei com aversão a algumas pessoas com quem me relacionei, não sei como lidar com isso, em alguns períodos, só de pensar na pessoa ou chegar perto me causava um transtorno, um mal estar comigo mesma por esta pessoa ter encostado em mim. Já fui molestada, porém, acho que isso não é a causa, tive períodos em que o meu libido estava em alta, em que eu até parecia uma viciada em sexo, mas não sei lidar com as situações em que do nada começo a sentir aversão a pessoa com quem estou, preciso de ajuda, pois isso está acabando com meus relacionamentos, também já tive muitas decepções.

Frida Ryvera disse...

Tenho 51 anos sou bonita, inteligente, mas tenho aversão por sexo de 3 anos para cá. Aparece pessoas interessada em namoro eu não aceito por causa do sexo. Não encontro explicação para isso.

Frida Ryvera disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Acho que foi isso que eu já tive antes de começar a namorar. Antes disso, tentei beijar antes, mas não havia conseguido. Quando comecei a namorar, levei pelo menos um mês para sequer conseguir dar um selinho e depois o beijo de língua. Depois q pelo menos consegui superar isso, sempre q eu saía com meu antigo namorado, n sentia fome, me sentia enjoada, meu coração ficava sempre acelerado, mas ainda era suportável ficar ao lado dele. O problema era depois q nos despedíamos, q me dava mais angústias e acessos de pânico, eu nunca soube como explicar. Eu tinha tremores, meu coração acelerava, eu ficava extremamente ansiosa e angustiada. Quando dormi com ele a primeira vez (apenas dormi, sem sexo) só o fato de dormir junto, eu já passava por todo esse tormento de novo e só consegui me acalmar, quando minha mãe me dava um calmante, segundo ela, natural. O estranho é q minha libido sempre foi muito alta, eu queria muito dar uns amassos, mais depois vinha esses acessos de pânico. Era tudo extremamente confuso e incontrolável.